O outro não é só o outro ser humano, mas, também a Natureza (o planeta, a fauna e a flora). Aqui, também o respeito se faz necessário.
Além, do outro ser humano e da natureza, há "o outro absolutamente Outro" (na expressão de Emanuel Levinas), isto é, o Transcendente, a divindade.
Ora, o outro é um tema fundamental para as relações humanas. Falar "outro" é o mesmo que falar "alteridade" (latim, alter = outro).
O outro pode ser qualquer pessoa (ou coisa). O fundamental é reconhecer que o outro tem seu direito, a sua dignidade, o seu jeito de ser (sua identidade) e deve ser respeitado enquanto outro. Assim, se dá a relação humana "eu <-> outro" onde deve imperar o respeito.
Eu tenho meus valores, o outro tem os valores dele. O entendimento se dá no respeito, isto é, na reciprocidade. Reciprocidade não é concordar com o outro simplesmente. De fato, o respeito se dá através da capacidade de dialogar com o outro - dinâmica de ouvir a palavra do outro e dizer a sua, com o dissenso e o consenso possíveis no processo.
Respeitar não é submeter-se, assim, como ser respeitado não significa subjugar o outro. Respeitar é reconhecer o próprio valor e o valor do outro.
Na tradição antropológica é preciso reconhecer que o outro é, sobretudo, o outro que está marginalizado. É preciso reconhecê-lo e valorizá-lo, dando-lhe a dignidade que merece.

Nenhum comentário:
Postar um comentário