20 de jul. de 2007

CONHECER PARA LIBERTAR DOS PRE-CONCEITOS

por Neusa Eli Teixeira
INTRODUÇÃO
Na época de minha faculdade, fiz um artigo sobre a religião espírita, resultado de várias pesquisas bibliográficas e de campo. Não vou escrever aqui sobre essa religião, embora possa em alguns momentos citá-la, mas quero deixar o que aprendi com os conhecimentos que adquiri. Quero mostrar a todos os internautas, que, quando nos abrimos ao conhecimento muitos pré-conceitos podem ser quebrados.
CONHECER PARA LIBERTAR DOS PRÉ-CONCEITOS
Acredito que ao tomar conhecimento da religião do outro é possível compreendê-la melhor e assim tornar nosso relacionamento com o diferente mais harmonioso.
Muitas vezes escutamos coisas que nossos sentidos não compreendem. Pessoas que se referem à religião do outro com termos como “é feiticeiro” “é bruxo” e outras atrocidades. Um verdadeiro desrespeito com a prática religiosa que não seja a nossa.
Dizer coisas desse tipo sob a religião do outro sem conhecê-la, sem fundamentos teóricos, configura-se em grave preconceito para com as demais religiões e seus integrantes. Quando absolutizo a minha religião, vejo-a como única e verdadeira, não abro espaço para aceitar a do outro.
Hoje, ainda vemos muito pré-conceito em relação ao espiritismo e às religiões afros. Mas, supomos que isso faz parte de nossa cultura e que só poderemos nos libertar do pré-conceito a partir do momento que aprofundarmos nosso conhecimento em relação à diversidade religiosa. Afinal só seremos respeitados se soubermos respeitar os outros. Para que isso aconteça, é preciso conhecer, nos educarmos, humanizar, e, assim poderemos educar/humanizar o outro.
Ao tomarmos conhecimento das diferenças religiosas, abrimos um leque muito grande para conscientizar-nos que o respeito à diversidade religiosa é muito sério. Impossível será conviver e viver com o diferente sem saber aceitá-lo como ele é.
A ignorância, prepotência, intolerância e desrespeito de alguns, gera o preconceito. E este leva algumas pessoas a cometerem violência em nome da religião.
É de grande importância tomar conhecimento, independente da religião que fazemos parte, da diversidade de religiões existentes no mundo para podermos ser humanos. Saber como cada religião é significa praticar um ato de humanidade e de alteridade.
Muitas vezes o proselitismo é cometido nas escolas por falta de conhecimento. E isso acontece porque não buscamos fazer um estudo sobre as religiões. Como elas são e como vivem seus integrantes.
Na época em que cursei a faculdade, fiz uma entrevista com uma espírita de nascença. Tomo a liberdade, de colocar o que ela me disse na época: “Adquirir conhecimentos é bom para ajudar-nos a sair da ignorância e tornar-nos mais humanos. Procuro fazer isso todos os dias, pois como educadora devo respeitar os meus alunos”.
Quando lhe perguntei o que significa ser espírita, me respondeu: “amar e deixar ser amada. Não temos o direito de julgar nenhum ato religioso como certo ou errado, mas se acontecer é porque fizemos uso de nosso livre arbítrio, portanto somos os únicos responsáveis pelas conseqüências que vir dessa ação”.
Não posso deixar de lembrar as palavras tão sábias do professor do Instituto Santo Tomás de Aquino, frei Leonardo Lucas Pereira, na Audiência da Assembléia Legislativa do estado de Minas Gerais sobre Educação Religiosa de 29 outubro 2003, que diz: "Precisamos estudar a religião para entendermos um pouco a cultura. Não dá para entender o mundo de hoje sem compreender a religião".
Também, lembro das palavras de um professor de educação religiosa, que sempre diz: mesmo que esteja presente em uma reunião 99% de cristãos devo respeitar os que não são e estão presentes no local e também os que não estão presentes.
Isto é ser educador. Saber respeitar a religião até do ausente, pois sabemos que ele existe.
Viver com o diferente não é fácil, mas procurar conhecê-lo é necessário, é fazer–se humano.
Neusa Eli Teixeira - Pedagoga .

SETE PECADOS E VIRTUDES CAPITAIS

por Raimundo Expedito Pires
Em tempos e em mundos virtuais, sem fronteiras de espaço e tempo, tudo está uma mudança acelerada: individualismos, exagerados modos vazios de vida, de trabalho, de lazer, de diversão. Não poderia ser diferente. Quero debater uma questão interessante desse nosso tempo: PECADOS E VÍCIOS CAPITAIS. Quando as relações estão viciadas e desconectadas elas estão viciadas. Que têm o mesmo sentido de PECADO. Perdeu-se hoje a noção de pecado assim como a dimensão religiosa da vida.
Pretendo pensar o que seria o pecado nos dias de hoje, não na visão da igreja medieval, mas no modo de vida da sociedade capitalista, no espaço de quem está conectado e plugado. Desvelar a áurea religiosa e fazer uma hermenêutica antropológica e filosófica do modo de ser é como abrir a caixa de Pandora dos brasileiros.
O contrário dos pecados, - do lat. peccátum,i 'falta, culpa, delito, crime', der. de peccáre 'pecar, cometer uma falta'; - não são os vícios - do lat. vitìum,ìi 'falta, defeito, mancha, imperfeição, vício.` O Pecado na idade média é uma denominação religiosa para o termo moderno de vício. Virtude - do lat. vírtus,útis 'força corpórea; ânimo, valor; bravura, coragem; força de alma, energia; boas qualidades morais; mérito', - seria a medicina para essa anomalia da alma humana doente. Virtude é uma possibilidade e uma conquista da educação e da convivência humana.
Quem assiste à novela que está no ar, por uma emissora de TV, perceberá bem essa questão. Os personagens encenam de modo caricaturesco essa conduta moderna.
O que seria a LUXÚRIA em nossos dias? Estaria ligada apenas ao sexo como é imaginário comum? Qual seria a medicação para essa doença?
O que seria agir com AVAREZA? O Avarento é generoso? Apegado ao dinheiro e desligado dos outros? Ele será livre, tem medo de estabelecer relações entre iguais?
O comportamento do GULOSO, de gula, nos diz o que? Por que essa compulsividade em comer, consumir, devorar tudo e todos?
Como se caracterizaria a PREGUIÇA em nossos dias? Quem não trabalha e vive do trabalho dos outros e que nem faz e nem transforma nada pode ser considerado um preguiçoso?
Uma atitude de IRA denota que tipo de mundo interior e como ele considera os outros? A atitude agressiva pode ser considerada rancorosa e de abuso de poder.
Pecar é romper com a caridade. Falta caridade, amor é quem se relaciona com os outros sob o domínio da INVEJA, da ambição, da competição?
O VAIDOSO não seria ele um arrogante? Ele conhece a modéstia, humildade e simplicidade. Isso tem algo a ver com a educação?
Os vícios ordenados são virtudes? No mês de agosto será feita uma série de BLOGS sobre os sete pecados capitais. O que sugere você que sentido tem cada um desses pecados? Que pecado capital se aplica melhor à tragédia de CONGONHAS? Justifique...
ATÉ AGOSTO!
http://leituradiaria.com.br/?p=365
http://leituradiaria.com.br/?p=364

13 de jul. de 2007

Co-Autora: Bem-vinda professora Neusa

Estamos crescendo, a partir de hoje ganhamos mais uma colaboração. Trata-se da minha amiga, professora Neusa Eli Teixeira. Licenciada em pedagogia e ensino religioso, tem amplo domínio do processo pedagógico (na Educação Infantil e nos Ensinos Fundamental e Médio). Ela também tem experiência com a educação nos movimentos sociais.
Aos poucos, vamos constituindo - aqui - um time de peso; uma seleção.
Seja bem-vinda, companheira.

9 de jul. de 2007

Co-Autor: Bem-vindo professor Expedito

A partir de hoje ganhamos uma colaboração de peso. Trata-se do meu amigo, professor Raimundo Expedito Pires. Ele é licenciado em filosofia e teologia e tem ampla experiência na área educacional, tanto formal quanto na educação com os movimentos sociais.
Seja bem-vindo, companheiro.