12 de nov. de 2009

V Congresso Nacional de Ensino Religioso

Começa hoje em Goiânia o V CONERE - Congresso Nacional de Ensino Religioso. O grande assunto a discutido e compartilhado durante o Congresso é a Docência em Formação e Ensino Religioso. - Contextos e Práticas. Junte-se a isso, a possibilidade de encontro entre os profissionais e pesquisadores do Ensino Religioso. Tempo oportuno, tempo de confraternazar e compartilhar, levando em conta os desafios que se nos apresentam. O promotor do congresso é o Fonaper - Fórum Permante do Ensino Religioso, entidade que tem participado ativamente das discussões concernentes ao Ensino Religioso. Abaixo o banner do Congresso.
Além do FONAPER também participam da organização o CIERGO - Conselho de Ensino Religioso do Estado de Goiás e a UCG - Universidade Católica de Goiás, em cujo campus se dará o Congresso.
Maiores informações veja o site do evento: Aqui.

4 de nov. de 2009

Comentário a "Brasil" de Cazuza


Cícero Clarindo de Souza

1) O autor afirma que não o convidaram para uma festa pobre. E, aqui, é fundamental, não confundirmos festa pobre com festa de pobre. Ora, sabemos que festa pobre é festa ruim, com pouca comida e bebida. A música costuma ser horrível. Festa feita por pobre nunca é festa pobre, pois, há fartura de tudo, sobretudo, alegria. Essa festa pobre, a que o autor se refere, foi armada pelos homens para o convencerem... Que horror! Festa armada é arapuca, armadilha onde o dono da festa pretende obter vantagens ilegais e, com certeza, imorais de seus convidados. O personagem, sujeito da composição, a quem de ora em diante, chamaremos de cidadão, foi convidado a pagar sem ver toda a droga que fora produzida desde antes dele nascer. Mas, do que é que ele está falando? Ora, precisamos ir ao assunto principal da composição, resumido, no título: Brasil. Então, podemos concluir que o cidadão fala do sistema, da sociedade brasileira. Nela ele paga altos impostos e obtém droga, isto é, serviços públicos, rodovias e cuidados gerais do Estado com pouca qualidade (uma verdadeira droga). Essa droga vem desde antes de eu nascer (pois, o cidadão é jovem). Na verdade, essa droga vem desde o nascimento do Brasil, explorado como colônia e, posteriormente, com as benesses concedidas aos amigos do “rei de plantão”: as sesmarias, as capitanias hereditárias, etc.

2) A letra continua apontando contradições. Não oferecem nada pra aliviar a situação do cidadão que trabalha (nem um cigarro, essa droga que dizem aliviar tensões). O sujeito trabalha, trabalha e não recebe nenhum conforto. Favores, conforto... são reservados aos chefes. O cidadão vê as dívidas aumentando em proporção geométrica, com o uso do cartão de crédito, que feito navalha, de juros extorsivos, vai cortando o pescoço de chefes de família.

3) Pô, Brasil, mostra a tua cara! Sabemos que tem algo errado. Queremos saber quem está levando vantagem enquanto nós afundados nas dívidas e(x)ternas. Quem é (Brasil) o teu sócio no poder? Brasil, revela tua face! Sê fiel, confia em seus trabalhadores, seu povo , seus filhos.

4) Não fui contemplado pela sedução fantástica da TV; não me subornaram... Será que vou sobreviver, sendo honesto? A TV não está no ar pra informar. Ela está programada para vender: "Beba coca-cola!" Trata os cidadãos como tutelados que só podem dizer: - Sim, sim!

5) Brasil tão grande, tão pequeno... Não vou te trair. Não, eu não vou te trair! A hora é chegada. Acorda Brasil! Você é dos seus filhos, todos eles, não só a minoria. Vai Brasil... mostra a tua cara. Cara de trabalhadores, agricultores, sem-terras, indígenas, negros, pobres de todos os cantos do mundo. Brasil viva a justiça social. Brasil chega de demagogia!

3 de nov. de 2009

Comentário a "Que país é este" - Renato Russo e a Legião Urbana

Cícero Clarindo de Souza

1) Nas favelas e no senado, diz o autor, há sujeira pra todo lado. Ora, cabe-nos perguntar que tipo de sujeira há nesses lugares? A resposta pode dizer que nas favelas é o tráfico de drogas e no senado o tráfico de influência. Nas favelas é o esgoto a céu aberto. No senado as leis (atos secretos) feitas em causa própria. A corrupção anda solta, está em todo lugar: - Ninguém respeita a Lei Maior! Então, quando dizem acreditar no futuro da nação só pode ser ironia. Mas, é isso, exatamente, o que vários políticos dizem: "Esse país tem um grande e brilhante futuro!"

2) Que país é esse? Quer dizer, como é possível fazer esse discurso? É, quase, inacreditável que alguém o faça! Quanto, simultaneamente, age como sangue-suga dos recursos da nação.

3) Em várias regiões do país (Amazonas, Araguaia, Baixada Fluminense, Mato Grosso, Minas Gerais e o Nordeste) os conflitos armados se multiplicam. É a luta pela terra, a violência urbana, o narcotráfico. Só os mortos "vivem em paz". O povo vive a derramar o sangue pela justiça, contra a lei dos documentos (forjados) que só beneficiam os poderosos, isto é, o patrão. Afinal, quem paga manda! E, por vezes, a república (res = coisa, publica = da nação) é privatizada segundo os interesses de alguns.

4) O Brasil, do final do século XX, é Terceiro Mundo e piada do general De Gaule, que disse que o Brasil não era um país sério, no exterior. Contudo, acredita-se que o país vai ficar rico ao vender as terras indígenas, sobretudo na Amazônia, com sua rica biodiversidade, num leilão para o agrobusiness.

5) Diante disso só resta gritar, indignado, como legião, como povo em protesto: Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse que não reconhece o seu povo, vivendo de costas para ele e dizendo sim, ou sim senhor ao poderes externos.

Por fim, cabe-nos lembrar que nessa época os compositores ligados à juventude faziam música para exercitar os músculos da mente. Atualmente, infelizmente, a mídia incentiva músicas, se podemos chamá-las assim, que incentivam somente a atividade dos músculos dos glúteos.