por Cícero Clarindo de Souza
Uma idéia tem me perseguido nos últimos dias: "Não há esporte sem regras!" Ora, fico a pensar, como é possível alguém querer estudar sem cumprir regras.
A escola pública é meu lugar, minha praia, minha opção. Mas, as portas escancaradas (sinal da inclusão), também é sua fraqueza. Não que a abertura seja má. A abertura é boa. O que é mal é o escancaramento desregrado. A escola pública é mal-amada pelos poderes constituídos. Querem que ela faça milagres, mas não lhe dão condições.
A meu ver o maior problema da escola pública são dois, ambos decorrentes de um: a falta de autonomia. Ela não tem, sobretudo, autonomia administrativa. Ah! Estou pensando na unidade escolar. Não estou pensando na rede. Pois, a meu ver, a rede é constituída pela soma das unidades escolares. Se cada unidade escolar pudesse traçar o seu rumo, as suas diretrizes... Penso, a realidade seria outra.
Mas, para usar um termo de Elio Gaspari, em "Pindorama" a escola só é importante nas promessas eleitorais. Ora, não há problemas em ter avaliações sistêmicas. O problema está em que não há condições de trabalho sistêmicas.
É impossível ter escola de qualidade sem planejamento, sem tempo de preparação, sem estudo, sem pessoal suficiente para o trabalho.
O ambiente carregado de faltas, ausências de condições leva ao mal estar, ao adoecimento. Hoje em dia até as vacas leiteiras têm melhores condições de trabalho do que educadores. Pois, sabe-se que elas ouvem música clássica pra relaxar. O que ouvem os educadores?
Mas, ao fim e ao cabo, retorno ao princípio, todo esporte tem regras. Estudar é um dos mais belos esportes:
Quais são suas regras?
Um comentário:
É isso aí, Cícero, caro amigo. Concordo com seu texto. è importante dissertar sobre o tema, pois nesse "imbroglio" todo, o culpado é sempre o professor... Se algo não funciona, se alunos não aprendem, é sempre o professor que é incompetente. Valeu!
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